31 August 2016

it's been a while

it's been a while.

Estou naqueles 15 minutos de procrastinação e penso, e sei, que há muito tempo que não venho aqui. Há ene razões, não tenho que me justificar, mas entre muito trabalho, muitas viagens, muita tristeza, muitas alegrias, muita coisa, não vim. Venho agora.  Não sei bem que venho cá fazer em boa verdade.

Continuo sem ver noticiários e ler telejornais, pelo que a realidade é-me, ainda bem, alheia na sua quase maioria. Continuo com uma saudade dolorosa do meu Pai e ainda choro quando penso nele. Continuo a ter trabalho e nem sendo Agosto abrandou grande coisa. Continuo a prezar e a sentir-me grata pelos amigos que tenho. Continuo a amar a minha família acima de todas as coisas. Continuo.

Estamos numa daquelas semanas kidless. Os miúdos estão em grande com os Avós e muito em breve estarão de volta para o arranque de mais um ano. Para a semana já rumamos a um qualquer hipermercado com uma lista mal amanhada do material de que vão precisar e sei que o L. ficará fulo de, apesar de ir para a escola dos grandes, não ter lista de material. Sinto que estão descansados, o ano passado foi puxado para todos e contamos que este ano seja um bocadinho mais soft. A X. vai para o 4º, o B. para o 2º, deverá ser pacífico. Se não for, pois... cá estamos, como sempre.

Nós os grandes estamos a trabalhar, com menos stress que o ano passado, em que nesta altura se estudava afincadamente. Desta vez não. As férias foram mesmo férias. E todos gozámos disso. Com os amigos, com a nossa grupeta onde nos sentimos bem, com quem não se faz cerimónias, com quem contamos sempre. Com quem me ri e chorei. Férias com as famílias, com um sentimento agridoce de haver novos corações mas menos um tão grande. Férias em que nos esforçámos para que fossem tão boas como sempre, em que jogámos canastas, demos bombas na piscina, cozinhámos mega pratos, recebemos visitas e montámos tendas, mudámos fraldas e demos biberons, fizemos jincanas e discutimos sobre os incêndios, demos palpites sobre as burkas, brincámos com os miúdos e demos os ralhetes da praxe. Mas, inevitavelmente, havia uns segundos de silêncio, de olhos molhados e eu sei que todos pensávamos no mesmo. Duvido que isto venha a mudar.

Acabou a pausa, volto para a janela do lado, preparo propostas, respondo a inquéritos, conto cabeças e faço relatórios. Hoje é dia disso.

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